Grandes empresas vão à África para assegurar seus lucros com recursos naturais.

Mapa da água subterrânea na África

Mapa de água subterrânea na África

Grandes empresas estão se infiltrando na África com planos de lucrar com a terra.

Um projeto de 11 milhões de dólares financiado pela Fundação de Bill e Melinda Gates e da Empresa Coca-Cola estão empregando 50.000 pequenos agricultores do Quênia e Uganda para produzir frutos para a Minute Maid, empresa subsidiária da Coca-Cola.

Empresas multinacionais estão indo à África para utilizar suas terras na esperança de que as colheitas aumentem suas margens lucros.

Esforços como o projeto da banana Gitau, que produz diversas espécies, tem investido na melhoria do transporte enquanto exploram os pequenos agricultores em um plano de projeto para revolucionar terras improdutivas na África.

“A África é agora a última fronteira em termos de terra arável”, disse James Nyoro, diretor da Fundação Rockefeller na África. “Com a população crescendo para 9 bilhões de pessoas, o resto do mundo vai depender da África para alimentá-los.”

“Não tenho dúvidas que a África pode se auto-sustentar e de que a África pode ser um dos principais contribuintes para a segurança alimentar do mundo”, Namanga Ngongi ex-presidente da Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA, na sigla em inglês).

Pesquisadores da British Geological Surveys (BGS) e da Universidade de Londres, descobriram aquíferos subterrâneos de água na África que são 100 vezes maior do que a quantidade de água encontrada na superfície do continente todo; e escreveram um artigo para o Jornal Environmental Research Letters onde criaram um mapa detalhado do aquífero.

Esta descoberta pode ser a maior tentativa de privitização da água.

Grandes empresas como a Coca-Cola e a Nestlé, através de empresas terceirizadas como a True Alaska, tomaram grandes quantidades de água de comunidades que sofriam pela falta d’água, simplesmente para engarrafá-la e vendê-la de volta à comunidade. Uma vez que essas empresas compram o direito de exploração mineral, engarrafam a água e a vendem por aproximandamente 1000 vezes mais do que seu valor real.

Na década de 90, o Banco Mundial exigiu que inúmeros países pobres (como a África), privatizasse seu abastecimento de água como condição a assistência econômica.

Andrew Mitchell, Secretário de Estado do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional está encantado com esta descoberta. “Esta descoberta é muito importante. Esta pesquisa que o governo britânico tem financiado, pode ter um efeito profundo para as pessoas mais pobres do mundo.”

Como a África sofre com conflitos internos causados por nações como os EUA que querem assegurar seus recursos naturais, empresas multinacionais, estão usando esta oportunidade para ganhar dinheiro a partir de uma situação trágica.

Os custos para o governo da África será substancial, enquanto essas empresas empregam estratégias agressivas de marketing dentro desta nação que está em desenvolvimento.

Seu objetivo é usar o corporativismo para extrair recursos naturais da África.

Occupy Corporatism

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