Efeito Placebo: Transformando a sua biologia através da convicção.

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Você sabia que podemos mudar a nossa biologia simplesmente por aquilo que acreditamos ser verdade? O efeito placebo é definido como o mensurável, observável, ou a impressão de melhoria na saúde ou comportamento não atribuível a um medicamento ou tratamento invasivo administrado. Isso quer dizer que pode-se tratar várias doenças, usando a mente para curar. Por exemplo, se duas pessoas têm dor de cabeça e uma delas toma Tylenol enquanto à outra é dado um pílula sem conter nada (apenas açúcar), ambos podem afirmar que a pílula funcionou e que a dor de cabeça passou. A diferença é que ao que foi dado a pílula que continha açúcar, a pessoa acreditava que lhe foi dado Tylenol, o que lhe aliviaria sua dor de cabeça. Ao fazer isso, sua dor de cabeça foi curada por causa do que ela acreditava ser verdade. Isto já aconteceu em inúmeras ocasiões, muitos estudos têm mostrado que o efeito placebo é real e altamente eficaz.

A prática do placebo é conhecida, mas amplamente rejeitada pela medicina. O efeito placebo deveria ser um grande tema de estudo nas escolas de medicina. Infelizmente, as empresas farmacêuticas estudam pacientes que respondem ao efeito placebo, com a finalidade de eliminá-los em ensaios clínicos iniciais. Incomoda aos fabricantes de produtos farmacêuticos que na maioria dos seu ensaios clínicos, os placebos revelam-se tão eficazes quanto às drogas cheias de produtos químicos. Estudar o efeito placebo daria origem a uma nova categoria nas ciência convencional, o que provavelmente seria a consciência. E é por isso que não é examinado minuciosamente, o poder da nossa percepção e a sua capacidade de criar a nossa realidade e também de mudar a nossa biologia, abriria a porta para uma infinidade de outras questões, possibilidades e potencialidades para a raça humana. E estas potencialidades provavelmente acabariam com muitas indústrias do planeta, desde as indústrias farmacêuticas até as de energia. Este conceito é fortemente estudado e ilustrado pela física quântica.

“O efeito placebo deveria ser alvo de pesquisas patrocinadas. Se os pesquisadores descobrissem como utilizá-lo, poderíamos ter uma ferramenta mais eficiente, à base de energia e sem efeitos colaterais para tratar as doenças. Os profissionais que utilizam a energia como instrumento de cura afirmam já ter essas ferramentas; porém, como cientista, acredito que, quanto mais descobrirmos sobre a ciência do placebo, mais facilmente poderemos utilizá-la sob condições clínicas.” – Bruce Lipton, Ph.D.

Um estudo feito pela Baylor School of Medicine, publicado em 2002 no New England Journal of Medicine, observou as cirurgias realizadas em pacientes com dores graves e debilitantes no joelho. Muitos cirurgiões sabem que não há efeito placebo na cirurgia, ou pelo menos a maioria deles acredita que não. Os pacientes foram divididos em três grupos: Os do  grupo 1, os cirurgiões rasparam a cartilagem danificada do joelho. No grupo 2, eles lavaram a articulação do joelho removendo todo o material que estaria provocando a inflamação. Ambos os processos são os procedimentos padrões da cirurgia para pacientes com joelhos artríticos. O grupo 3, foram submetidos a uma “falsa” cirurgia, os pacientes foram sedados e levados à sala de cirurgia para que acreditassem que o procedimento seria feito.  Para esses pacientes, os médicos fizeram as incisões e apenas espirraram água salgada como se estivessem numa cirurgia normal. Eles então fecharam a incisão como numa cirurgia normal e o processo foi concluído. Todos os 3 grupos passaram pelo processo de reabilitação e os resultados foram surpreendentes. O grupo que recebeu o placebo melhorou tanto quanto aqueles que realmente haviam feito a cirurgia.

“Minhas habilidades como cirurgião não tiveram benefício algum sobre esses pacientes. O benefício de toda a cirurgia para osteoartrite do joelho foi o efeito placebo.” – Dr. Mossey (cirurgião envolvido no estudo)

Outro grande exemplo do efeito placebo, veio dos Estado Unidos pelo Department of Health and Human Services em 1999. O relatório revelou que 32% dos pacientes com um quadro grave de depressão tiveram a mesma melhora do que os outros pacientes que tomaram medicamentos. Não se esqueça sobre todos os efeitos colaterais e perigos que têm sido associados aos antidepressivos a cada ano. Não se esqueça também que a “indústria da depressão” por si só é uma multi-bilionária.

Um artigo de 2002 publicado pela American Psychological Association’s prevention & treatment, pela Universidade Connecticut, o professor de psicologia Irving Kirsch intitulado “As Novas Drogas do Imperador“, fez algumas descobertas ainda mais chocantes. Ele constatou que 80% dos mesmos efeitos do  antidepressivos, tal como medido em ensaios clínicos, puderam ser atribuídos ao efeito placebo. Esse professor ainda teve que apresentar um FOIA (Freedom of Information Act – Legislação da liberdade de informação são leis que estabelecem regras sobre o acesso a informações ou documentos detidos por órgãos governamentais) para obter informações sobre os ensaios clínicos dos principais antidepressivos.

“A diferença entre a resposta do medicamento e a resposta do placebo era inferior a 2 pontos em média na escala clínica que vai de 50 a 60 pontos. Essa é uma diferença muito pequena, essa diferença é clinicamente insignificante.” – Professor Kirsch.

Pesquisadores do mundo todo descobriram que o tratamento por placebo pode estimular reações biológicas e fisiológicas reais. Tudo, desde alterações no ritmo cardíaco, pressão arterial e até mesmo atividade química no cérebro. O efeito placebo tem sido também eficaz no tratamento de outras doenças como a artrite, depressão, fadiga, ansiedade, Parkinson e muitas outras.

Então, o que isso significa?

Significa que através do poder da crença, da convicção, seu corpo biológico pode reagir da maneira adequada para combater qualquer doença que você esteja enfrentando. Pensamentos, sentimentos, emoções são os responsáveis por mudar a sua biologia. Se olharmos para a depressão por exemplo, sabemos que a causa principal é um déficit químico no cérebro. Mas se os pensamentos, sentimentos e emoções liberam diferentes substâncias químicas, porque não simplesmente trabalhar as emoções dos pacientes para induzir um estado químico diferente? Se os nossos sentimentos, emoções e pensamentos estão diretamente correlacionados com a nossa biologia, porque não disponibilizamos mais recursos para este tipo de pesquisa? Porque não é praticado pela indústria médica? Porque fechamos nossos olhos para isso?

A raça humana foi treinada e programada para acreditar que medicamentos externos são necessários para todos os males. Não estou dizendo que algumas aplicações médicas não são válidas, estou dizendo que os humanos ignoram completamente o poder dos fenômenos não físicos. Continuamos a acreditar que precisamos de algo externo para nos curar, quando tudo aponta para o fato que isso não é inteiramente verdade. Nosso próprio sistema biológico e o ser humano é perfeitamente capaz de curar a si mesmo. Apenas não sabemos como, não acreditamos e não estamos expostos a isso.

Alterar seu estado biológico pela convicção não é um processo fácil, por que muitos de nós não acreditamos em nosso íntimo que podemos fazer isso. Estamos indo contra anos de manipulação da percepção que moldaram nossos pensamentos e crenças. Sua crença molda sua percepção e a sua percepção é o que cria o fenômeno real. Se você mudar o modo como percebe as coisas, as coisas que você percebe mudam. Somos seres poderosos e temos habilidades que ainda precisam ser desbloqueadas. Acredito que esses tipos de realidades continuarão a surgir e serão implementadas no futuro. O efeito placebo demonstra, a partir do ponto de vista biológico, que o que você acredita de fato se torna a sua realidade. Para que se possa ter sucesso, é preciso acreditar. É preciso perceber que isso é tão real quanto percebemos a existência de nossa própria mão, do Sol, das estrelas. Não se trata de crer, se trata de saber.

A verdadeira natureza da realidade, ainda está para ser descoberta, mas continuamos a progredir na nossa compreensão. À medida que progredimos, nos damos conta do quão obsoleto nossa forma atual de funcionamento é.  É hora de evoluirmos, deixar o passado, nossas ideias arcaicas e falsas crenças e mergulharmos numa nova compreensão da realidade. Todos nós somos capazes de muito mais, nosso potencial é ilimitado.

Fontes:

Lipton, Bruce. The Biology of Belief. Hay House, Inc, 2005

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa013259

http://harvardmagazine.com/2013/01/the-placebo-phenomenon

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=mind-reviews-the-emperors-new-drugs

http://psycnet.apa.org/?&fa=main.doiLanding&doi=10.1037/1522-3736.5.1.523a

http://www.collective-evolution.com/2013/07/21/the-placebo-effect-transforming-biology-with-belief/

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