A Percepção da Realidade e o Mito da Caverna

A Alegoria da Caverna - Platão

O vídeo abaixo mostra o estado atual da consciência humana, bem como o processo do que se passa quando uma pessoa se torna consciente. Consciência, a que me refiro aqui, significa a libertação de todos os sistemas de crenças e condicionamentos que tem como única finalidade criar mais conflitos entre as pessoas. A caverna representa a prisão da nossa mente em que residimos. Os prisioneiros estão acorrentados desde a infância com seus rostos voltados para a parede das sombras. As correntes são uma metáfora para o nosso condicionamento cultural e social, e representa o controle imposto para aquilo que é esperado de nós; daquilo que julgamos ser “normal”. Eles só podem ver as sombras na parede e não os próprios objetos, portanto a única realidade e a única verdade para eles são as sombras projetadas. Esta é uma metáfora para as ilusões que maquiam e manipulam o que chamamos de realidade. Os fantoches controlam o que os prisioneiros podem ver, e os “encantam” para influenciá-los em associar o que é verdadeiro e o que é falso. Porque os prisioneiros estão sob a ilusão do que é a vida, eles discutem coisas sem sentido e de pouca importância, como a rapidez com que os objetos se movem passando pela parede e se revezam entre eles em dar nomes aos objetos. Isto pode ser comparado ao que vemos na televisão e como a mídia nos manipula no modo de pensar.

Não é por coincidência que os programas de TV e as principais hits das rádios terem tudo a ver com a exaltação do nosso ego e ainda glamorizar a vida num estado inferior de consciência. Os comerciais nos dizem o que comer, o que vestir, qual carro comprar e quais objetos devemos adquirir para nos sentirmos melhor conosco mesmos. Nem tudo o que está na mídia é corrupto, mas devemos começar a ter mais consciência sobre o que vem se tornando popular, porque são os ideais retratados por ela, que tornam-se a forma como nós nos interagimos como um todo.

A grande questão é termos discernimento para sabermos o que é bom e o que é ruim. Identificar essa tal coisa “ruim”. Sabemos em pequena escala que, quando um evento ocorre em nossa vida, ele está lá para nos ensinar alguma coisa, para nos ajudar a evoluir. Deveríamos aplicar o mesmo princípio numa escala maior – para a humanidade – e nos perguntar se o mundo está do jeito que está para nos ajudar a evoluir como um todo. Se todos nós somos um, então não importa apenas a minha própria individualidade se tornar consciente no processo de crescimento, mas se a minha existência contribui para um plano maior do que eu. Já neste aspecto não existe mais tal coisa ruim, apenas uma contínua ascensão.

A libertação de um dos prisioneiros, retrata o que as pessoas podem encontrar quando se tornam conscientes. Quando o prisioneiro é levado para o mundo real ele fica fascinado pela luz. No mundo real ele experimenta as sombras, os reflexos e finalmente os próprios objetos. Caso o prisioneiro liberto decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos – desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomarão por louco e inventor de mentiras. É assim que o estado iluminativo funciona. Bob Marley em uma de suas músicas disse; “Emancipe-se da escravidão mental, ninguém além de nós mesmos pode libertar a nossa mente”. Muitas pessoas têm medo. Medo de mudar. Medo de questionar e pensar por si próprios. Ao invés de julgar essas pessoas, nossa própria humanidade se revela ao ter compaixão por aqueles que estão inconscientes. As distrações que nos são impostas para nos impedir de ponderar sobre as questões realmente importantes da vida nos leva a aceitar uma existência medíocre, sempre esperando pelos próximos “altos e baixos”. A todo momento somos desviados do caminho por milhares de distrações, muitas delas intencionais, justamente para nos deixar entretidos com coisas fúteis, pois assim não pensamos. As pessoas não são incentivadas a refletir e os poucos que pensam não querem que os outros pensem. Pensar é poder. Quanto menos gente pensando, mais poder para os que pensam.

Então quem está consciente está certo e quem está inconsciente está errado? Não. Não há certo nem errado. Todos temos nosso próprio caminho e não cabe a nós julgarmos ninguém. A tarefa dos candidatos à luz é estar comprometido na ascensão e na aprendizagem, mesmo entre as almas como aquelas que estão na caverna.

A alegoria da caverna escrito por Platão há mais de 2.500 anos:

 

Leia também: Como compreendemos a realidade e qual a sua importância.

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