Os benefícios da Cannabis contra o câncer: Dois estudos que você provavelmente nunca ouviu falar.

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Em fevereiro de 2000 pesquisadores em Madrid anunciaram que tinham destruído tumores cerebrais incuráveis injetando o THC em ratos, o ingrediente ativo da Cannabis.  O estudo foi posteriormente publicado na revista Nature Cancer Review. As chances de você nunca ter ouvido falar sobre esse estudo são grandes, assim como você também nunca tenha ouvido falar de estudos similares anteriores. Houve um “apagão” virtual, bem como um esforço combinado do governo americano para suprimir tais histórias e estudos há mais de 30 anos.

O estudo de Manoel Guzman de Madrid descobriu que os canabinóides, os componentes ativos da maconha, inibiram o crescimento de tumores em animais de laboratório modulando células sinalizadoras chave e, assim, causando a parada do crescimento e morte das células tumorais. O estudo também descobriu que  os canabinóides inibiram a angiogênese e que os canabinóides foram bem tolerados e não produziu efeitos tóxicos generalizados como os da quimioterapias convencionais.

De acordo com o neurologista Dr. Ethan Russo, o estudo de Guzman foi muito importante porque demonstrava que as células cancerosas se tornavam imortalizadas e não demonstravam mais  sinais de crescimento e morriam na hora. Além disso, outra forma que os tumores crescem é pelo envio de um sinal para promover a angiogênese, o crescimento de novos vasos sanguíneos. Os canabinóides também desativavam esses sinais.

Normalmente, qualquer história que sugira a possibilidade de um novo tratamento contra o câncer é saudada com manchetes como  ” a cura do câncer” – ainda que remota ou improvável ela seja. No entanto, se a maconha estiver envolvida, não espere qualquer cobertura da mídia.

A cobertura dos noticiários das descobertas em Madrid tem sido hoje em dia praticamente inexistentes. A notícia foi divulgada em silêncio no dia 29 de fevereiro de 2000 pela United Press International (UPI) sobre  o nome de Nature Medicine. O New York Times, o The Washington Post e o Los Angeles Times, todos ignoraram a história embora sua notabilidade parecesse indiscutível: uma substância benigna que ocorre na natureza e destrói tumores cerebrais mortais.

Um estudo anterior que indicou que a maconha pode ser eficaz contra o câncer foi realizada em 1974. Nesse estudo, os pesquisadores do Medical College of Virginia, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde para encontrar evidências de que a maconha causaria danos ao sistema imunológico encontraram, ao invés disso, que o THC retardou o crescimento de três tipos de cânceres em camundongos – câncer de pulmão, de mama e leucemia induzida por vírus.

A DEA (Drug Enforcement Administration) rapidamente encerrou os estudos em Virginia, assim como qualquer outra pesquisa em andamento relacionadas a cannabis/tumores, de acordo com Jack Herer, que relatou sobre esses acontecimentos em seu livro “O Imperador está Nu”. Em 1976, o Presidente Gerald Ford terminou com todas as investigações públicas sobre cannabis e concedeu direitos de pesquisas exclusivos para as grandes empresas farmacêuticas, que tentou em vão desenvolver fórmulas sintéticas de THC com seus benefícios mas sem o “entorpecimento”.

Em 1983, a administração Reagan/Bush tentou persuadir as universidades e pesquisadores americanos em destruir todos os trabalhos de investigação relacionados à maconha entre 1966 e 1976, incluindo compêndios em bibliotecas, relatados por Herer. Herer afirmou: “Sabemos que desde então, enormes quantidades de informações, desapareceram“.

Em 29 de março de 2001, o jornal San Antonio publicou a história de Raymond Cushing intitulado “Maconha Elimina Tumores; O Governo Sabia de 74” que detalhou como o governo e a mídia reprimiram as notícias quanto aos benefícios da maconha contra o câncer. Cushing mencionou que em seu artigo que era difícil de acreditar que o conhecimento de que a maconha possa ser usada para combater o câncer tem sido escondida por quase trinta anos e concluiu seu artigo dizendo:

“Milhões de pessoas têm tido mortes horríveis e, em muitos casos, famílias esgotaram suas economias em drogas perigosas, tóxicas e caras. Agora estamos apenas começando a perceber que não existem relatos de que a maconha um dia tenha matado alguém, agora ela mata milhões por ser proibida”.

No Brasil, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) criou um grupo de estudo multidisciplinar para analisar e discutir novidades sobre a maconha, liderado pelo pesquisador Elisaldo Carlini, pioneiro em pesquisas sobre Cannabis sativa no Brasil. Você pode acessar a página do grupo aqui.

 Vídeo: Cannabis e seus benefícios contra o câncer.

Leia também: Gengibre é mais eficaz em destruir células cancerosas do que o uso de drogas alopáticas

Fontes:
Pesquisas mostram maconha como aliadas contra o câncer
Quando a maconha cura
Natural News

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